ROLO COMPRESSOR ANTES DA PAUSA
4 jornadas disputadas e a Liga
Portuguesa entra na habitual pausa de início de setembro para compromissos
internacionais. Para quem não vive sem futebol ao fim de semana, os jogos de
Portugal frente à Croácia e Itália vêm compensar a falta que sentiremos das
emoções do campeonato, que retoma a 23 de setembro. E para entrar nesta pausa,
os principais candidatos não fizeram por menos e venceram os seus jogos sem
qualquer golo sofrido. Braga e Sporting venceram pela margem mínima, Porto e
Benfica “passearam” frente a Moreirense e Nacional da Madeira. Como era
expectável, os 3 grandes e o aspirante Braga destacam-se na classificação ao
final de 4 jornadas, destacando-se o Marítimo no meio dos “poderosos” em igualdade
pontual com o FC Porto, com 3 vitórias em 4 encontros. Notável!
A EFICÁCIA DO BRAGA
6ª feira caía a noite, e o Braga
cortava a fita que inaugurava a 4ª ronda da Liga. Pela frente o Desportivo de
Chaves de Daniel Ramos, e uma deslocação das mais difíceis do nosso campeonato.
Sem qualquer derrota em todos os jogos oficiais esta temporada, o Braga já viu
fugir o objetivo de estar na fase de grupos da Liga Europa, com uma eliminação
precoce e não menos surpreendente frente aos ucranianos do Zorya. Por isso, se
o campeonato já era a principal meta dos Guerreiros do Minho, sem Liga Europa
ganha uma dimensão ainda mais importante, pelo que os homens de Abel Ferreira
não podem ceder, fim de semana após fim de semana. E não cederam em Chaves.
Pablo, à entrada do intervalo, deu vantagem aos bracarenses que, a muito custo,
saíram de Trás-os-Montes com os 3 pontos que os mantêm na liderança da Liga.
SE ESTÁ COMPLICADO, METE O JOVANE!
O campeonato não tem sido fácil
para o Sporting. Na estreia em Moreira de Cónegos, esteve a perder e conseguiu
virar o resultado em cima dos 15 minutos finais. Em Alvalade perante o Vitória
de Setúbal, esteve empatado e venceu pela margem mínima, com o golo da vitória
a surgir já a 2ª parte ia a meio. Na Luz valeu a capacidade enorme de
sacrifício e a excelente exibição de Salin para arrancar um empate a ferros, e
este sábado perante o Feirense, a explosão de alegria chegou quase em cima do
minuto 90´. À exceção do jogo da Luz, todos os outros têm um denominador comum:
Jovane Cabral. Vejamos: em Moreira de Cónegos, as contas descomplicaram-se
quando o jovem entrou em campo e sacou a grande penalidade que lançou os leões
para a vitória. Em Alvalade frente ao Setúbal, tirou o cruzamento milimétrico
para Nani fixar o resultado final. E este sábado desviou para o fundo das redes
o cruzamento de Ristovski e levou os adeptos à loucura, corria o minuto 87´.
Humilde e de poucas palavras, Jovane vai mostrando o seu talento.
Características extensíveis a uma equipa que sofreu este Mundo e o outro, e que
procura uma felicidade que tarda em chegar. Até quando?
DEMASIADO BENFICA!
Ontem na Madeira viu-se tanto
Benfica para tão pouco Nacional. Foram 4, mas podiam ter sido muitos mais,
tantas foram as oportunidades de golo das águias. Seferovic, Salvio, Grimaldo e
Rafa confirmaram uma vitória categórica de uma equipa que tem jogado muito e
bem neste início de temporada. Entre eliminatórias de acesso à fase de grupos
da Liga dos Campeões, e um campeonato onde já disputaram um clássico, o Benfica
tem cumprido os seus objetivos e tem demonstrado um futebol de qualidade,
ofensivo e consistente. Uma equipa que tem tido um Pizzi estratosférico (6
golos e 7 jogos oficiais), um Gedson absolutamente brilhante e um Salvio em
grande forma. Este Benfica tem um plantel de grande investimento, equilibrado
entre opções de continuidade e experiência, e jovens de uma qualidade
impressionante. Com uma base de equipa com a marca do Tetra, mais João Félix e
Gedson Fernandes, os encarnados apostam tudo naquilo que já intitulam de
Reconquista. E se com isto tudo pensarmos que ainda falta Jonas…
DANILO VOLTOU
O último jogo no Dragão tinha sido
frustrante e muito pouco habitual no FC Porto. Perder em casa para a Liga é
coisa rara para os azuis e brancos e, se isso surgir após estar em vantagem por
2 golos, torna-se quase difícil de acreditar para quem não tenha visto. Mas
aconteceu, e ontem era o momento de o Porto retomar o caminho das vitórias.
Retomou num jogo carregado de emoção pelo regresso de um enorme jogador: Danilo
Pereira. Esteio do meio campo portista, o azar bateu-lhe à porta no final da
época passada, tirando-lhe o sonho de marcar presença no Mundial e mantendo-o
no departamento médico portista durante 5 longos meses. As bancadas do Dragão
já tinham aplaudido dois golos de Herrera e Aboubakar, mas o maior aplauso
surgiu ao minuto 82´com a entrada de Danilo. Verdadeiramente emocionante ver o
reconhecimento e a alegria de ter de volta um jogador que espelha a garra e
compromisso que Sérgio Conceição exige a cada um dos 29 jogadores que compõem o
seu plantel. Marega fechou o marcador ao cair do pano e estreou-se a marcar
esta temporada, mostrando que os “vícios” de mercado já foram ultrapassados.
Militão carimbou uma estreia segura, demonstrando a valia que todos
perspetivam.
A SURPRESA
Cláudio Braga não era seguramente
um nome do conhecimento geral quando, durante este defeso, assinou contrato
válido por 2 temporadas para assumir o comando técnico do Marítimo. No
currículo saltava à vista o feito mais recente da sua carreira: subir o modesto
Fortuna Sittard à primeira liga holandesa. Este início de temporada dos
insulares tem sido surpreendente com 3 vitórias em 4 jogos, colocando o
Marítimo no meio de Sporting, Benfica, Braga e Porto no topo da classificação.
A DECEÇÃO
O Portimonense subiu a temporada
passada à primeira liga, com estatuto de campeão da Liga Ledman Pro com Vitor
Oliveira. Fez um campeonato tranquilo e com rasgos de genialidade, dando a
conhecer jogadores como Nakajima, Paulinho, Ewerton ou Fabrício. Este ano, com
António Folha ao comando, era de esperar um Portimonense bem mais competitivo e
longe da atual situação que atravessa: 1 ponto em 4 jornadas, 8 golos sofridos
em 4 jogos, 2 expulsões e muita confusão. A pausa no campeonato não podia
chegar em melhor altura, pois o Portimonense precisa claramente de parar e
reorganizar-se. Chegou Jackson Martínez e o futuro só pode ser de melhoria.
Porque para pior é difícil.
Um abraço,
C9







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