REI DAS SUPERTAÇAS!




40ª edição da Supertaça Cândido de Oliveira. O ponto de partida para a época desportiva em Portugal. E o Porto, sem surpresa, venceu! E venceu bem! Pode pensar-se que para os dragões já cansa levar este troféu para casa (21ª conquista em 30 finais!), mas não! A julgar pela garra que os portistas demonstraram em campo, em sintonia perfeita com o entusiasmo das bancadas de maioria azul e branca, o Porto disputou a final com a competência que se exige nestes momentos. Do outro lado, um Desportivo das Aves que apesar de o chamarem pequeno, continua gigante na alma e na entrega, e a sua estreia na Supertaça Cândido de Oliveira era mais um momento de enorme orgulho para as gentes da Vila das Aves, e uma fonte de inspiração para as restantes equipas de menor dimensão do futebol português.

Numa comitiva onde Marega não esteve presente (um assunto que ainda fará correr muita tinta durante os próximos dias), este Porto foi uma equipa assente numa base campeã nacional, mas com sangue novo da formação dos dragões: O jovem central Diogo Leite, e o avançado André Pereira. Se o primeiro não foi surpresa para ninguém, dada a aposta constante de Sérgio Conceição ao longo da pré-temporada, e valha a verdade, com total correspondência de Diogo Leite, já a titularidade de André Pereira surpreendeu. No Aves, José Mota não tinha o herói do Jamor Alexandre Guedes, transferido este defeso para o Vitória de Guimarães, mas a sua equipa não mudava praticamente nada desde a última época.


Para o início da partida, Sérgio Conceição procurava uma entrada forte em campo da sua equipa, algo que é habitual, obrigatório e indispensável para o seu Porto. Aboubakar estava lá para mostrar que esse aspeto é assimilado pelos jogadores e, logo aos 5´só não marcou porque Beunardeau fez excelente defesa e negou o golo ao camaronês. Excelente jogada de envolvimento do ataque portista, em que André Pereira evidenciou-se na assistência para Aboubakar. No entanto, o Porto não jogava sozinho, e os jogos não se decidem por favoritismos ou tendências, pelo que o Aves estava em Aveiro para fazer história! A maior de todas as histórias! E Falcão, deu corpo a essa ideia de forma fantástica, batendo Casillas num pontapé fortíssimo e não menos colocado, a 30 metros da baliza do espanhol. O relógio marcava 14’ e havia surpresa no Municipal de Aveiro. Mas não durou muito tempo, pois 10 minutos depois Brahimi foi mágico na esquerda, como já é habitual, rodou sobre dois adversários, sempre com a bola coladinha aos pés, combinou com Aboubakar, e entrou solto na grande área para bater o guardião do Aves por baixo das pernas. Um lance de combinação simples, decorado por um artista cuja qualidade já rebenta as fronteiras da nossa Liga há anos! Brahimi é futebol da cabeça aos pés! E por isso não merecia sair aos 38´do terreno de jogo em dificuldades físicas, privando os adeptos de presenciarem a sua genialidade, e a sua equipa da usufruir da sua qualidade. Entrou Corona e o Porto procurava desfazer o empate. Mas desfazê-lo a seu favor e não o contrário, e isso teve perto de acontecer! Não fosse Casillas a voar para parar o cabeceamento do ex-Benfica Derley, e o Aves voltaria à vantagem! A 1ª parte não terminou sem Nildo Petrolina rematar cruzado para assustar San Iker, nem Diogo Leite ver o sonho de se estrear a marcar pelos séniores do Porto parar nas mãos de Beaunardeau, em cima da linha de golo! Oportunidade flagrante para o jovem central de 19 anos, que jogava como gente grande em Aveiro! O jogo ia para intervalo, com mais bola para o Porto, mas equilibrado em oportunidades de golo. O Aves jogava muito bem e dava enorme réplica aos dragões!

A 2ª parte começou e o Porto tinha forçosamente de aumentar o ritmo e a eficácia em zona de finalização, sob perigo do empate se prolongar perigosamente no tempo. Otávio permitiu excelente defesa de Beaunardeau, mas foi a cara ensanguentada de Herrera após lance com Jorge Felipe, que agitou o banco do Porto. E particularmente Sérgio Conceição, que não calou a revolta ao ver o árbitro não assinalar falta sequer.


O jogo retomava e pouco depois, Maxi galgava metros pela direita do ataque do Porto, e batia o guardião do Aves, para fazer explodir de alegria as bancadas do Municipal de Aveiro. Excelente combinação com Otávio e, sem ângulo, rematou para desfazer a igualdade no marcador. O Porto alterava o seu plano e ficava mais confortável no jogo, fazendo para isso entrar Óliver para o lugar de André Pereira. Seguiu-se a entrada de Tiquinho para o lugar de Aboubakar, e o Porto geria a partida, sem nunca deixar de se lançar ao ataque. A 5 minutos do fim, Corona desfez as dúvidas que pudessem ainda existir, e num belo remate de fora de área colocou o Porto a vencer por 3-1. O Porto vencia a Supertaça numa noite de glória, manchada pela expulsão de Sérgio Conceição, pelas lesões de Brahimi e Tiquinho Soares.


A época desportiva começou, e o primeiro título é do Porto.

Um abraço,

C9

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