MO SALAH: O REI EGÍPCIO!
Muitos nomes para um esquerdino
que tem sido difícil não amar: De Messi Mumificado a Pelé das Pirâmides, há um
que ninguém recusa… O REI EGÍPCIO! Uma época que ainda não terminou, e um clube
da dimensão do histórico LIVERPOOL está aos pés da magia de Mo Salah. Melhor
marcador da Premier League, elemento fundamental num tridente absolutamente
demolidor que não sabe marcar poucos golos, um pé esquerdo de drible curto que
Messi não ficará ofendido se o colocarem perto do seu patamar.
Um país que é muito grande mas
não é grande coisa no panorama futebolístico internacional, teve um jovem que
conseguiu mostrar-se. O Egipto é longe do centro do mundo do futebol, no entanto Salah
soube sobressair. Quem o viu primeiro foi o BASILEIA, Salah tinha 19 anos. Os
suíços defrontavam a seleção olímpica do Egipto e Salah jogou a 2ª parte.
Chegou para o cheque de 2,5 milhões para o ARAB CONTRACTORS que trouxe Mo Salah
para a Europa. Aqui começava o making of de um filme que hoje enche as
bilheteiras de Anfield jogo sim, jogo sim, jogo sim…
O Basileia dominava, como é
tradição, a liga suíça e o jovem Salah jogava com regularidade. Mas os 90’
raramente eram cumpridos, a sua evolução era gerida com cautela. Mas as suas
performances eram reveladoras do potencial que ali estava, porque rapidez e
habilidade combinadas daquela forma eram difíceis de igualar. O Chelsea sentiu
isso nas competições europeias, pois foi vítima de Salah e rendeu-se. Época e
meia chegou para Salah chegar ao topo da europa, às mãos de Abramovich e de
16,5 milhões de euros. A partir daí o caminho seria mais espinhoso, porque
Salah chegou a meio da época e isso nunca seria fácil. Fez poucos jogos no
restante da temporada e foi emprestado à Fiorentina. Aqui começavam a sucessão
de empréstimos que fariam Salah crescer. Primeiro os Viola, depois a Roma que
quis mais e acabou por pagar 15 milhões para ficar com Salah só para si. Esteve
2 anos na Serie A, a marcar e a assistir e o seu destino levou-o de regresso a
Terras de Sua Majestade. Bom, a partir daqui é romance. Golos, assistências,
dribles, que fazem os adeptos cantar músicas de Rei e o resto da Europa
questionar quem é este Salah e onde estava todo este talento.
Hoje, Salah leva 29 golos em 31
jogos na Premier League, não vendo ninguém à sua frente nessa lista. Leva 7
golos na Champions League e está muito próximo das meias finais da competição.
Leva o sonho do povo do Egipto ao Mundial da Rússia. Leva as bancadas de
Anfield a cantar por um Rei. Leva a Europa a questionar se deve estar no
patamar dos extraterrestres. Estará?
Mohamed Salah fugiu de um
campeonato egípcio cancelado pela violência. Encontrou a tranquilidade da Suíça
para partir para o grande palco do futebol europeu. O Chelsea pagou mas não
acreditou. A Roma acreditou mas não conseguiu segurar. O Liverpool deu um
camião de 42 milhões de euros que nem todos encontraram consenso. Hoje, não só
ninguém questiona como ninguém consegue deixar de o ver.
Se ouvirem mais de 50.000 pessoas
em Anfield repetirem em coro o nome de Mo Salah, progredindo na letra para
“correndo toda a linha”, ouçam até ao fim, porque de seguida vem aquilo que o
jogador significa para eles: The Egyptian King, O REI EGÍPCIO!



Comments
Post a Comment