JORNADA 22: UM LÍDER POR DIA!
JORNADA 22: UM LÍDER POR DIA!
“CERVIU” CERVI!
Em Portimão, Benfica encontraria
uma difícil equipa, dotada de avançados de enorme valia como o japonês Nakajima
ou o brasileiro Fabrício. Já sem o seu “maestro” Paulinho, que rumou a Norte,
os de Portimão vinham extremamente moralizados pelos resultados recentes. Se em
casa tinham batido o “poderoso” Rio Ave por expressivos 4-1, foi o jogo
seguinte que confirmou o bom momento dos algarvios, com um impressionante 3-0
na Madeira frente ao Marítimo. Com bons reforços de Inverno, dos quais se
destacam os jovens portistas Galeno e Fede Varela, os homens de Vítor Oliveira
tinham justificadas aspirações a fazer uma surpresa ao Benfica. No entanto, a
história foi outra. Se Jonas tem sido a estrela constante das águias, jornada
após jornada, foi um argentino franzino e baixinho que tomou conta do
espetáculo. Desde cedo, Cervi mostrou que seria dele a responsabilidade de dar
ao Benfica mais 3 importante pontos na perseguição ao FC Porto. Aos 6 minutos,
foi oportuno em aproveitar um mau corte da defensiva algarvia, transportando as
águias para uma vantagem que podia ter sido mais dilatada ao intervalo. Com
Salvio a juntar-se a Krovinovic nas ausências, foi Rafa e Cervi quem mais
lutavam para que o Benfica tivesse uma viagem tranquila a Portimão. No entanto,
a 2ª parte mostrou um hábito do Portimonense este ano: dar a volta a
desvantagens no marcador. Com um ataque cujos pergaminhos só são superados
pelos 3 grandes e o Sp. Braga, muito por culpa de Nakajima e Fabrício que
totalizam 18 golos na Liga, os homens do sábio Vítor Oliveira vieram para cima
e igualaram a partida, aproveitando fragilidades defensivas do Benfica em
lances de bola parada. O jogo ganhava uma dimensão difícil para os da Luz que,
no minuto anterior, viam a sua estrela maior, Jonas, abandonar o relvado em
manifestas dificuldades físicas. No entanto, quando uma estrela cai, outra tem
que se levantar e o Benfica precisava de outra estrela para resolver a
contenda. E ali estava Cervi para aos 78’ fazer uma pintura e lançar o Benfica
em definitivo para a vitória, num livre fabuloso. Confirmada em hora adiantada
por Zivkovic, quem tem assumido bem a responsabilidade de substituir
Krovinovic, o Benfica fechou a partida com a alegria de vencer um jogo muito
difícil, embora com a tristeza de ver a lesão de Jonas, que embora não sendo
grave, agita uma equipa que naturalmente tanta esperança deposita em quem já
leva 25 golos e 6 assistências na Liga.
TIQUINHO ABRIU AS PORTAS COM AS CHAVES DO MESTRE OLIVEIRA
A norte, o Porto tinha um exame
difícil frente a um Chaves orientado por alguém que conhece todos os cantos da
casa do Dragão: Luís Castro. Conhecido por se recusar a defender
incessantemente pontinhos frente aos grandes, o treinador dos flavienses
encontrava um velho conhecido com quem partilhou rotinas durante uma década. Os
dragões apresentavam-se sem 5 habituais titulares, por força das lesões já
conhecidas de Marcano e Danilo, e das naturais rotações indispensáveis para
quem joga de 3 em 3 dias: Brahimi, Ricardo Pereira e Aboubakar. Pode ser
difícil colmatar tanto talento, mas essa tem sido uma das grandes valias do
Porto este ano. Começando em Sérgio Oliveira, passando por Reyes e Tiquinho
Soares, o Porto tem demonstrado que o seu plantel não se conforma com
afirmações de que é curto e desprovido de soluções capazes de atacar todas as
frentes. E o jogo começou cedo sob estes desígnios: recuperação de bola do
suplente Otávio e finalização do suplente Tiquinho Soares, assistido pelo
suplente (será?) Sérgio Oliveira. Se aos 15’ minutos o porto vencia, aos 30’
dilatava a vantagem em mais uma jogada de um banco que tem traços de luxo:
jogada na direita de Maxi Pereira e finalização soberba de Tiquinho Soares.
Mais uma afirmação de valor nas opções de Sérgio Conceição que insiste, e os
factos vão fundamentando a sua razão, na confiança em todo o seu plantel. Os
dragões iam para o intervalo seguros no marcador, correndo em pleno a natural
estratégia de entrada forte em campo, chegar cedo ao golo, “resolver” a partida
e juntar o melhor de dois mundos: rodar a equipa sem prejudicar a performance
desportiva. Com Brahimi em tarde onde não foi preciso recorrer aos seus
serviços, Marega fez o 16º tento na Liga, a passe de Otavio, e confirmou a sua
posição de líder máximo dos goleadores do Porto no Campeonato, superando os 15
golos de Aboubakar. Em jornada que antecede a 1ª mão dos oitavos de final da
Liga dos Campeões frente ao poderoso Liverpool, o Porto descansava ao sabor dos
3-0, gerindo esforços e dando minutos a quem tem demonstrado valia vindo do
banco. O jogo não podia terminar sem a confirmação de quem tem estado em grande
evidência: Sérgio Oliveira. Com um soberbo remate a culminar uma jogada de
mestre da formação portista, o médio fechou com chave de ouro a exibição dos
dragões e confirmou o que para muitos já não pode ser ignorado. Sérgio Oliveira
está em grande forma, numa equipa que com maior ou menor dificuldade, mantém-se
firme na liderança do Campeonato.
FEIRA DE VARIEDADES IA CUSTANDO VITÓRIA AO SPORTING!
Teoricamente mais facilitada, a
jornada para o Sporting resultava na receção ao Feirense que, não só está em dificuldades
na tabela classificativa como demonstra sérias fragilidades jogando fora de
casa. A juntar a este facto, encontrava um Sporting ferido pelos resultados
recentes e sedento de, perante os seus adeptos, dar uma demonstração de poder e
confiança com uma expressiva vitória carregada de nota artística. Com um 11
onde se destacavam as ausências de Coentrão, Acuña e o já saudoso Bas Dost,
Jorge Jesus lançava Doumbia e Montero no ataque ao Feirense, juntamente com
Gelson e Bryan Ruiz como elementos que assumiam o papel ofensivo do Sporting. E
jogo foi carregado dessa tónica: ataques e mais ataques do leão, com sucessivas
oportunidades de golo. No assalto à baliza dos azuis da Feira, Doumbia abriu a
porta do cofre, para vê-la fechar-se inesperadamente, que se vinha a comprovar
sem justificação plausível. O tempo ia passando e os leões não materializavam
tamanha superioridade perante o seu adversário. A espaços, o Feirense ia dando
mostras de que podia fazer surpresa, com bons atrevimentos de Edson Farias e
João Silva. O 0-0 ao intervalo obrigava Jesus a carregar nas soluções
ofensivas. Se o plantel tem saudades de Bas Dost, o clube tem equipa B e
academia para alguma coisa e, no banco, estava um menino de 18 anos a quem
muitos pintam um futuro brilhante. Carregando o espírito do Sporting no nome,
Rafael Leão estreava-se pela equipa sénior, num cenário de procura incessante
por um golo que desse tranquilidade aos verde e brancos. Aos 78’ já nada nem
ninguém pôde impedir o Sporting de festejar o golo e William Carvalho foi o
responsável por desviar para a baliza uma bola que sobrava na pequena área do
Feirense. Respiravam de alívio os sócios e adeptos dos leões num jogo onde,
embora não querendo acreditar, já muitos pensavam num frustrante empate.
Confirmada já no fim por Montero, o Sporting venceu o Feirense e manteve a sua
posição na perseguição ao líder Porto.
Um abraço,
C9



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