ASSEMBLEIA GERAL DO SPORTING: OU SIM OU VOU-ME EMBORA!
Sábado, 3 de Fevereiro de 2017.
Bruno de Carvalho, em Assembleia Geral do clube, coloca em discussão vários
pontos de ordem, dos quais se destacavam claramente o ponto 6 e 7: Alteração
dos Estatutos do Clube e Regulamento Disciplinar. Por contestação de uma franja
de associados, e por considerar falta de apoio da Mesa da Assembleia Geral, o
Presidente leonino abandona a reunião agastado, ameaçando posição radical. E
Bruno de Carvalho é mesmo assim, convocou a comunicação social e afirmou
realização de nova Assembleia Geral, colocando os mesmos dois pontos de ordem
acima mencionados, adicionando um 3º, que em linguagem corrente se traduz em,
querem que continue ou não? O futuro do Sporting abria inesperadamente janela
de indecisão, e Bruno precisava de pelo menos 75% de aprovação nas suas
reivindicações para que a indecisão não fosse prolongada por meses.
Este Sábado era o dia da
Assembleia Geral Extraordinária e 6500 associados leoninos sabiam disso. Em
filas e filas, de acreditação em acreditação, o novo pavilhão João Rocha foi enchendo,
e os sócios transmitiam a vontade de participar democraticamente nas decisões a
tomar. Seis horas de discussão, com discursos de vários quadrantes do clube,
Bruno de Carvalho teve a resposta que queria: 9 em cada 10 pessoas que marcaram
presença naquela tarde disseram sim. Sim à extinção do Conselho Leonino, aquele
órgão consultivo de anos e anos de presença na atividade diretiva do clube que
muitos defendiam a sua inutilidade, sim ao novo Regulamento Disciplinar e Sim,
continue connosco Presidente. E Bruno de Carvalho encheu os pulmões, inebriado
por tamanha demonstração de confiança, e disparou como só ele sabe e faz
questão. Se houve disparos de agradecimento aos associados do clube,
agradecendo a união e confiança cega que os resultados transmitiam, rapidamente
passou a disparos aos “inimigos” do clube.
Se esses eram outrora os
Sportingados, Sportinguistas de 2ª ou outras categorizações que ele próprio
defendeu, a partir daquele final de tarde passaram a não existir, defendendo a
união e coesão da massa associativa do clube. Estes deram lugar à comunicação
social. Uma comunicação social parcial, fria, mentirosa e dominada por
programas de discussão povoados por vassalos “cartilheiros” em missão de
denegrir sem contemplações nem fundamentações verdadeiras, a imagem e
personagens da nação leonina. Esta é a visão de Bruno de Carvalho, para a qual
deu a solução sem reservas. À viva voz, pediu a todos os comentadores afetos ao
verde e branco para deixarem essas plataformas de discussão, e defendeu o Jornal
Sporting e a Sporting TV como únicos elementos de comunicação que os sócios e
adeptos do clube devem consumir. Este sim é o movimento que, na sua ótica,
levará a um maior respeito pelo clube.
Uma franja de adeptos esteve de
tal forma imbuída das palavras do Presidente que foi mais além. No imediato,
fez questão de mostrar aos jornalistas a sua posição fervorosa, dizendo por
gestos que, não só não consumiriam os seus conteúdos, como “gentilmente”
pediram para não lhes aparecerem à frente!
A tudo isto, e com dificuldade
para caracterizar tais factos, deixo apenas algumas questões:
- Sr. Presidente, os sportinguistas poderão ver os jogos do Sporting na TV?
- Sr. Presidente, que órgãos de comunicação social pretende que estejam presentes na sua próxima convocação de conferência de imprensa?
- Sr. Presidente, quando der entrevistas de capa, os jornais já poderão ser adquiridos?
Um Abraço,
C9




Comments
Post a Comment