45 minutos de Vitória na festa do Leão!

O que se seguiu à meia final mediática da passada 4ª feira, entre FC Porto e Sporting CP, foi como que uma festa com dois anfitriões, mas que só se fala de um. Sporting CP, como membro do clube dos grandes, como nós gostamos tanto de dizer mas não sabemos bem o que isso significa, era claramente favorito à vitória. Bem sei que, nestes momentos, se levantam expressões de cautela para o clube grande, como as fantásticas "uma final é uma final", "numa final não há favoritos" e, a mítica, "há 50% de hipóteses para cada lado"! Mas, por muito que se coloquem estas questões, são muito poucos aqueles que as sentem realmente. Eu sou um de muitos. O Sporting CP era o claro favorito, o rei da festa.


No entanto, do outro lado estava o Vitória de Setúbal, que se alimentou desta espécie de indiferença que toda a comunicação social fez nos momentos que precederam a final. Para todos, a final tinha sido a meio da semana, e o que se seguia era apenas para cumprir calendário. Esta envolvente deu origem a uma entrada de rompante dos sadinos em jogo, sem Paciência para a pouca relevância que lhe tinham dado pela sua fantástica presença numa final da Taça da Liga. Gonçalo ganhou de corpo a Coates, fez uma soberba receção orientada, e de pé esquerdo bateu Rui Patrício e colocou o Vitória em vantagem. Aí foi o 1º capítulo de uma resposta que os sadinos tinham preparado ao longo de meia semana de pré-match. O 2º capítulo prolongou-se por toda a 1ª parte, com o Vitória de Setúbal pressionante, a controlar o jogo sem permitir nenhuma oportunidade de golo aos leões, deixando toda a opinião rendida à sua exibição.


O Sporting balançou, balançou, mas não caiu. Veio dos balneários de orelhas a arder. Sim, imagino a "calma" de Jesus ao intervalo a comentar a exibição da sua equipa no 1º tempo. Mudou as peças de apatia leonina, Bryan Ruiz e Ruben Ribeiro, e lançou mais dinâmica e proatividade ao 11 leonino, com Acuña e Battaglia. O Sporting veio para cima do Vitória e iniciou um assalto que tinha duração marcada para 45' e um objetivo claro: dar a volta ao marcador e levar a 1ª Taça da Liga para o Museu de Alvalade. Embora com uma excelente oportunidade de Costinha, o Vitória não conseguia ser a mesma equipa pressionante da 1ª parte e foi naturalmente recuando ao sabor de um Sporting que não podia de forma alguma perder o troféu. Seria uma queda muito grande para uma equipa que tem de ganhar, sem desculpas, sem mais demoras. Aos 80', Tomás Podstawski teve uma atitude irrefletida. Segundo José Couceiro, "só quem está lá dentro é que entende"! Grande penalidade clara para o Sporting, que via assim a porta abrir-se num momento em que os fantasmas do passado já estavam prontos a tomar conta da situação. Bas Dost, quem mais poderia ser, bateu Trigueira e colocou o Sporting de novo no caminho do título. A bravura do Vitória levou o clube até às grandes penalidades, mas não chegou para ganhar. O incrivelmente amarelado Tomás Podstawski (luso-polaco para quem não tinha reparado no nome!), acertou em cheio na barra e o Sporting demonstrou mais uma vez competência e venceu!


Nota de realce para Gonçalo Paciência, que demonstrou que está preparado para pisar novamente o palco que o viu nascer e, quem sabe, de olho no outro lado da Europa daqui a 5 mesinhos.
Principal nota para um Sporting que, não joga tão bem como queria, nem tanto descanso como queria (este mês já disputou 7 jogos), mas ganhou! Ganhou! Se fosse pela tradição, teria ido mais cedo para casa, enchendo o peito de boas exibições e injustiça pela eliminação, mas desta vez não foi assim. O seu futebol foi provavelmente mais criticado do que a Oliveirense em toda a final four mas, o que importa? É Campeão de Inverno! Venham o resto das competições!


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